A VONTADE DE DEUS E AQUILO QUE ELE PERMITE: TUDO ACONTECE PORQUE DEUS QUER?
Um estudo bíblico sobre a soberania divina, a liberdade de escolha, o problema do mal e a responsabilidade humana.
INTRODUÇÃO — UMA HISTÓRIA VERÍDICA REGISTRADA NA BÍBLIA
José era um jovem que amava sua família, mas foi vítima da inveja dos próprios irmãos. Eles o lançaram em uma cisterna e depois o venderam como escravo. Levado para o Egito, José enfrentou ainda uma falsa acusação e foi preso injustamente.
Essa história está registrada em Gênesis, capítulos 37 a 50. Ela nos leva a uma pergunta importante: será que José deveria concluir que Deus desejava que seus irmãos o odiassem, que o vendessem como escravo e que outras pessoas praticassem injustiças contra ele?
Não! O fato de Deus não ter impedido imediatamente aquelas ações não significa que Ele aprovasse a maldade praticada. Seus irmãos foram responsáveis por suas escolhas.
Anos depois, entretanto, José reconheceu que Deus havia conduzido aquela situação de maneira que muitas vidas fossem preservadas. Em Gênesis, capítulo 50, versículo 20, ele declarou aos irmãos:
“Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o tornou em bem.”
Observe que José não chamou o mal de bem. Ele reconheceu a intenção perversa de seus irmãos, mas também reconheceu que Deus havia realizado algo bom em meio àquela situação dolorosa.
Essa história nos ensina que Deus pode transformar as consequências de acontecimentos ruins e conduzir circunstâncias difíceis para a realização de bons propósitos, sem que isso signifique que Ele aprove a maldade praticada.
Mas será que tudo o que acontece no mundo corresponde à vontade de Deus? Quando alguém comete um crime, podemos dizer que Deus quis aquele crime? Quando uma tragédia acontece, devemos afirmar que era exatamente aquilo que Deus desejava? E, quando um candidato vence uma eleição, podemos concluir que Deus escolheu diretamente aquele candidato?
Neste estudo, vamos procurar respostas na Bíblia, considerando a compreensão teológica adventista e reconhecendo que não podemos afirmar como revelado aquilo que Deus não revelou.
TEMA CENTRAL
Nem tudo o que Deus permite corresponde à Sua vontade moral. Deus respeita a liberdade de escolha de Suas criaturas, não aprova o pecado e continua soberano, mesmo quando permite que o mal se manifeste por determinado tempo.
1. TUDO O QUE ACONTECE É AQUILO QUE DEUS DESEJA?
Pergunta: Podemos afirmar que tudo o que acontece no mundo é exatamente aquilo que Deus deseja?
Resposta bíblica — Salmos, capítulo 81, versículos 11 a 13:
“Mas o meu povo não quis escutar a minha voz [...] Ah! Se o meu povo me tivesse ouvido!”
Comentário: Deus lamenta que Seu povo tenha escolhido não ouvi-Lo. Isso demonstra que as pessoas podem agir de maneira contrária à vontade divina. Deus desejava que elas O ouvissem, mas elas fizeram outra escolha.
Portanto, não podemos concluir que tudo o que acontece representa automaticamente a vontade de Deus. Existem decisões humanas que contrariam Seus mandamentos e Seus princípios.
2. QUAL É A DIFERENÇA ENTRE A VONTADE DE DEUS E AQUILO QUE ELE PERMITE?
Pergunta: Se Deus permite que alguma coisa aconteça, isso significa que Ele aprova ou deseja aquilo?
Resposta bíblica — Ezequiel, capítulo 33, versículo 11:
“Não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva.”
Comentário: Deus declara que deseja que o perverso se arrependa e viva. Entretanto, nem todos aceitam Seu convite. O fato de Deus permitir que alguém continue fazendo suas escolhas não significa que aprove essas escolhas.
Precisamos distinguir três conceitos:
- Vontade moral de Deus: aquilo que Ele revela como bom, justo e correto.
- Permissão divina: aquilo que Deus não impede, embora não necessariamente aprove ou deseje.
- Propósito soberano de Deus: aquilo que Ele estabelece realizar segundo Seu plano para a história e para a eliminação definitiva do pecado.
Esses conceitos não são iguais. Deus pode permitir uma escolha errada sem aprová-la e pode agir em meio às suas consequências para realizar o bem.
3. DEUS CONCEDEU LIBERDADE DE ESCOLHA AOS SERES HUMANOS?
Pergunta: Deus deseja que as pessoas O obedeçam por amor ou obriga todos a fazerem Sua vontade?
Resposta bíblica — Deuteronômio, capítulo 30, versículo 19:
“Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.”
Comentário: Deus apresenta o caminho da vida e convida as pessoas a escolherem. Isso demonstra a responsabilidade humana diante das decisões.
Na compreensão adventista, a liberdade de escolha é fundamental para entender o grande conflito entre Cristo e Satanás. O amor verdadeiro não pode ser produzido por coerção. Deus deseja que Suas criaturas O amem e Lhe obedeçam voluntariamente.
Entretanto, liberdade não significa ausência de consequências. Podemos escolher nossos caminhos, mas não controlamos todos os resultados de nossas decisões.
4. SE DEUS É AMOROSO E PODEROSO, POR QUE PERMITE O MAL?
Pergunta: Por que Deus não impede imediatamente toda maldade?
Resposta bíblica — Tiago, capítulo 1, versículos 13 e 14:
“Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz.”
Comentário: A Bíblia deixa claro que Deus não tenta ninguém a praticar o mal. As criaturas podem escolher caminhos contrários aos princípios divinos.
A compreensão adventista do grande conflito ensina que o pecado não fazia parte do propósito original de Deus para a humanidade. A rebelião contra o Criador trouxe consequências que atingem toda a criação.
Não conhecemos todas as razões pelas quais Deus permite cada acontecimento. Entretanto, sabemos que Ele não aprova o pecado e não é o autor da maldade simplesmente porque permite que ela exista temporariamente.
5. SE DEUS NÃO IMPEDIU UMA INJUSTIÇA, ELE É RESPONSÁVEL POR ELA?
Pergunta: Quando alguém pratica violência, rouba ou prejudica outra pessoa, podemos dizer que Deus desejou aquela ação porque não a impediu?
Resposta bíblica — Tiago, capítulo 1, versículo 13:
“Deus [...] a ninguém tenta.”
Comentário: A permissão divina não transforma Deus no autor moral da escolha pecaminosa. Quem pratica a injustiça é responsável por sua conduta.
Imagine uma pessoa que decide roubar o dinheiro de uma família. Não seria correto afirmar que Deus desejou aquele roubo simplesmente porque não o impediu.
Também não devemos dizer a alguém que sofreu violência que Deus quis que aquela pessoa passasse por isso. Em vez de justificar a injustiça, devemos ajudar quem sofre, proteger os vulneráveis e trabalhar pelo que é correto.
O fato de Deus não intervir imediatamente não significa que Ele aprove a injustiça.
6. DEUS PODE TRANSFORMAR UMA SITUAÇÃO RUIM EM ALGO BOM?
Pergunta: Se Deus consegue produzir algo bom a partir de uma situação ruim, isso significa que Ele desejava que o mal acontecesse?
Resposta bíblica — Gênesis, capítulo 50, versículo 20:
“Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o tornou em bem.”
Comentário: A história de José mostra que a intenção dos seres humanos pode ser má, enquanto Deus pode conduzir as circunstâncias para preservar vidas e realizar bons propósitos.
Os irmãos de José foram responsáveis pela maldade que praticaram. O resultado positivo que surgiu posteriormente não tornou correta a atitude deles.
Essa história nos ensina que uma experiência dolorosa não precisa ser o fim da nossa história. Deus pode nos sustentar e fazer surgir oportunidades de realizar o bem, mesmo em circunstâncias difíceis.
7. TODA TRAGÉDIA É UM CASTIGO DE DEUS?
Pergunta: Quando uma pessoa sofre um acidente, perde alguém querido ou enfrenta uma tragédia, podemos concluir que Deus está castigando aquela pessoa por algum pecado?
Resposta bíblica — Lucas, capítulo 13, versículos 1 a 5:
Nessa passagem, Jesus comenta sobre pessoas que morreram em circunstâncias trágicas e rejeita a ideia de que as vítimas fossem necessariamente mais pecadoras do que as demais pessoas.
Comentário: Jesus não autorizou Seus ouvintes a interpretar toda tragédia como prova de culpa pessoal ou de um castigo divino específico.
Vivemos em um mundo marcado pelo pecado, pela mortalidade e pelas consequências das escolhas humanas. Não temos fundamento para atribuir a cada sofrimento uma intenção particular de Deus.
Quando alguém sofre, nossa responsabilidade é demonstrar compaixão e oferecer ajuda, em vez de apresentar acusações ou explicações que a Bíblia não revela.
8. SE DEUS CONHECE TUDO, ISSO SIGNIFICA QUE ELE DETERMINA CADA ESCOLHA HUMANA?
Pergunta: A soberania e o conhecimento de Deus significam que todas as decisões humanas são impostas por Ele?
Resposta bíblica — Lucas, capítulo 7, versículo 30:
Lucas relata que os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o propósito de Deus para si mesmos.
Comentário: O texto mostra que as pessoas podem rejeitar o chamado e o propósito de Deus para sua vida.
Precisamos distinguir o conhecimento divino da aprovação divina. O fato de Deus conhecer uma decisão não significa que Ele aprove moralmente essa decisão.
A Bíblia apresenta os seres humanos como responsáveis por suas escolhas. Por isso, não devemos concluir que Deus desejou cada ato apenas porque sabia que ele aconteceria.
9. QUANDO UM CANDIDATO VENCE UMA ELEIÇÃO, ISSO SIGNIFICA QUE DEUS QUIS SUA VITÓRIA?
Pergunta: Se um candidato vence uma eleição presidencial, podemos afirmar que Deus escolheu diretamente aquele candidato e que todos os seus eleitores fizeram a vontade divina?
Resposta bíblica — Deuteronômio, capítulo 30, versículo 19:
“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida.”
Comentário: A Bíblia apresenta a escolha como uma responsabilidade humana. Aplicando esse princípio à vida política, compreendemos que os eleitores precisam avaliar suas decisões de maneira consciente e responsável.
O resultado de uma eleição, por si só, não revela a vontade específica de Deus sobre determinado candidato. Não temos fundamento bíblico para afirmar que Deus desejava a vitória de Lula ou de Flávio, nem para concluir que a vitória de qualquer um deles prova uma escolha divina direta.
Um cristão pode orar, examinar as propostas dos candidatos e avaliar seu caráter à luz de princípios bíblicos como justiça, honestidade, liberdade religiosa e cuidado com os necessitados. Mesmo assim, sua conclusão política não deve ser confundida com uma revelação divina.
Também é importante reconhecer que pessoas podem votar no mesmo candidato por motivos diferentes. O fato de um candidato vencer não torna automaticamente corretas todas as motivações de seus eleitores.
Portanto, se Lula vencer, não podemos concluir automaticamente que Deus quis sua vitória. Se Flávio vencer, também não podemos concluir automaticamente que Deus quis sua vitória.
O resultado eleitoral demonstra qual candidato recebeu os votos necessários para vencer; não revela, por si só, a vontade moral específica de Deus.
10. ROMANOS, CAPÍTULO 13, ENSINA QUE DEUS APROVA TUDO O QUE UM GOVERNANTE FAZ?
Pergunta: Se a Bíblia diz que as autoridades procedem de Deus, isso significa que todo governante é justo e que todas as suas decisões têm aprovação divina?
Resposta bíblica — Romanos, capítulo 13, versículo 1:
“Porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.”
Comentário: Esse texto ensina que a autoridade humana está sob a soberania de Deus. Entretanto, não significa que todo governante seja moralmente perfeito ou que Deus aprove todas as suas decisões.
A Bíblia apresenta governantes que praticaram injustiças e foram responsabilizados por seus atos. O exercício de uma função de autoridade não transforma automaticamente cada decisão em uma expressão da vontade moral de Deus.
Os cristãos devem agir como cidadãos responsáveis, respeitar a ordem civil e avaliar as ações dos governantes à luz dos princípios bíblicos. A autoridade política não substitui a autoridade moral da Palavra de Deus.
11. SATANÁS PODE ATRASAR A VOLTA DE JESUS?
Pergunta: Satanás pode dificultar a pregação do evangelho e prejudicar a missão confiada por Jesus aos Seus seguidores?
Resposta bíblica — 1 Tessalonicenses, capítulo 2, versículo 18:
Paulo declarou que desejava visitar os irmãos, mas que Satanás o impediu.
Comentário: A Bíblia mostra que Satanás pode criar obstáculos reais à obra de Deus. A perseguição, o engano e a infidelidade humana podem dificultar a missão de anunciar o evangelho.
Em Mateus, capítulo 24, versículo 14, Jesus declarou que o evangelho do Reino seria pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então viria o fim.
Em 2 Pedro, capítulo 3, versículos 9 e 12, encontramos o chamado ao arrependimento e a orientação para esperar e apressar a vinda do Dia de Deus.
Na compreensão adventista, a infidelidade humana pode retardar a conclusão da missão. Contudo, não devemos afirmar que Satanás pode obrigar Deus a modificar Seu propósito final ou impedir definitivamente a volta de Jesus.
12. SE ALGO ACONTECEU, PODEMOS DIZER QUE ERA PORQUE DEUS QUIS?
Pergunta: É correto afirmar que, se determinado acontecimento ocorreu, foi porque Deus quis que acontecesse exatamente daquela maneira?
Resposta bíblica — Isaías, capítulo 55, versículos 8 e 9:
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor.”
Comentário: Não conhecemos plenamente os pensamentos e os propósitos de Deus. Por isso, precisamos ter humildade ao tentar explicar os acontecimentos.
Se alguém sofre uma injustiça, não devemos dizer que Deus desejou aquela injustiça. Se um candidato vence uma eleição, não devemos afirmar automaticamente que aquela vitória revela a vontade específica de Deus.
Uma maneira mais cuidadosa de falar seria: “Isso aconteceu, mas não posso afirmar que correspondia à vontade de Deus. Sei que Ele conhece todas as coisas, mas não conheço todos os Seus propósitos”.
Essa atitude não enfraquece a fé. Pelo contrário, demonstra respeito pela Palavra de Deus e reconhece os limites do conhecimento humano.
13. PODEMOS CONFIAR EM DEUS MESMO QUANDO NÃO ENTENDEMOS O QUE ACONTECE?
Pergunta: Se não sabemos por que Deus permite determinadas situações, ainda podemos confiar em Seu amor?
Resposta bíblica — Romanos, capítulo 8, versículo 28:
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”
Comentário: Paulo não afirma que todas as coisas que acontecem sejam boas. A injustiça, a violência, a doença e a morte continuam sendo realidades dolorosas.
A promessa é que Deus pode agir em meio às circunstâncias da vida para realizar Seus propósitos. Não precisamos chamar o mal de bem para confiar no Senhor.
Podemos lamentar uma injustiça, buscar justiça, ajudar quem sofre e continuar confiando no caráter de Deus. A cruz de Cristo é a maior demonstração de Seu amor e de Seu compromisso com nossa salvação.
14. DEUS PERMITIRÁ QUE O PECADO E O SOFRIMENTO EXISTAM PARA SEMPRE?
Pergunta: Qual é o destino final deste mundo segundo a Bíblia?
Resposta bíblica — Apocalipse, capítulo 21, versículos 4 e 5:
“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor.”
Comentário: A esperança bíblica é que Deus acabará definitivamente com o pecado e suas consequências.
Na compreensão adventista, o grande conflito entre Cristo e Satanás terminará com a vitória de Cristo. A justiça, o amor e o caráter de Deus serão plenamente manifestados, e a criação será restaurada.
A permissão temporária do mal não significa que Deus deseja perpetuá-lo. A promessa divina aponta para um futuro em que não haverá mais morte, sofrimento ou separação.
CONCLUSÃO — A CRUZ REVELA O AMOR DE DEUS
Existe um acontecimento bíblico que nos ajuda a compreender a diferença entre a vontade de Deus, a liberdade humana e a realização dos propósitos divinos: a crucificação de Jesus Cristo.
Jesus era inocente, mas foi rejeitado, humilhado, condenado e crucificado. Aqueles que agiram contra Ele foram responsáveis por suas próprias ações. A injustiça praticada contra Cristo não se tornou correta simplesmente porque aconteceu.
Em Atos, capítulo 2, versículos 23 e 24, Pedro explica que Jesus foi entregue segundo o determinado desígnio e a presciência de Deus, mas também responsabiliza aqueles que O crucificaram e declara que Deus O ressuscitou.
A morte de Cristo fazia parte do plano divino de salvação. Isso, porém, não transformou a maldade dos responsáveis por Sua condenação em algo moralmente correto.
A cruz demonstra que Deus pode realizar Seus propósitos redentores mesmo em meio às escolhas perversas dos seres humanos. Ela também nos lembra de que não devemos presumir conhecer todos os motivos pelos quais Deus permite cada acontecimento.
Podemos confiar em Deus sem afirmar que Ele quis cada injustiça. Podemos reconhecer Sua soberania sem negar a responsabilidade humana. Podemos permanecer fiéis a Cristo mesmo quando não compreendemos tudo o que acontece ao nosso redor.
APELO FINAL
Meu irmão, minha irmã, não atribua a Deus aquilo que Sua Palavra condena. Não chame a injustiça de vontade divina simplesmente porque ela aconteceu. Não transforme o resultado de uma eleição, uma tragédia ou uma decisão humana em uma revelação que Deus não nos deu.
Em vez de tentar explicar tudo aquilo que Deus não revelou, procure conhecer aquilo que Ele já revelou claramente: Seu caráter, Seus mandamentos, Sua justiça e Seu amor.
Peça ao Senhor sabedoria para escolher o que é correto, coragem para defender a verdade e humildade para reconhecer que nem sempre conheceremos as razões de cada acontecimento.
Não precisamos compreender todos os mistérios da providência divina para permanecer fiéis ao Senhor. Precisamos conhecer Sua Palavra, escolher o que é certo e confiar em Jesus.
Que nossa oração seja: “Senhor, ajuda-me a não confundir aquilo que Tu permites com aquilo que Tu aprovas. Dá-me sabedoria para reconhecer a Tua vontade revelada, coragem para fazer o que é correto e fé para confiar em Ti mesmo quando eu não compreender o que acontece”.
Nem tudo o que acontece é aquilo que Deus deseja. Mas o mal não terá a palavra final: Jesus voltará, o pecado será eliminado e a promessa divina se cumprirá.
Conhecer, crer e seguir a Jesus é tudo.